ANÁLISE DO EFEITO DA MICROASPERSÃO EM TELHAS DE FIBROCIMENTO COM FOCO NO CONFORTO TÉRMICO
Microaspersão. Resfriamento evaporativo. Fibrocimento. Conforto térmico. Propriedades ópticas de superfície.
Esta pesquisa analisa experimentalmente o efeito da microaspersão de água sobre o desempenho térmico de telhas de fibrocimento onduladas de diferentes cores (branca, cinza e preta), em condições laboratoriais controladas. O indicador central adotado é a temperatura operativa, calculada a partir da temperatura da superfície interna () e da temperatura do ar interno, medidas por sensores DS18B20 (±0,5 °C) posicionados no interior da bancada experimental. O trabalho se insere no contexto do clima tropical de Maringá-PR, onde as telhas de fibrocimento são amplamente utilizadas em residências populares em razão do baixo custo, mas apresentam elevada absortância à radiação solar e baixa resistência térmica, o que provoca aquecimento rápido das edificações e consequente desconforto térmico para os moradores. Neste trabalho, será utilizado o aparato experimental desenvolvido por Bergamasco e Silva (2024) e adaptado por Okumoto (2025). A estrutura é uma caixa de MDF com 0,4 × 0,3 × 0,5 m, isolamento interno de isopor de 10 mm, seis lâmpadas infravermelhas de 100 W e sensores DS18B20 (±0,5 °C) conectados ao Arduino UNO R3. Sobre essa estrutura, será montado um sistema de microaspersão com calha coletora e recirculação de água. Os ensaios serão realizados sequencialmente, uma cor de telha por vez (branca, cinza e preta), todas posicionadas a 15° de inclinação, com vedação lateral da bancada. Para cada cor de telha, serão calculados dois indicadores: a redução absoluta de temperatura (), que quantifica a queda de temperatura da superfície provocada pela microaspersão, e a eficiência de resfriamento relativa (η), que coloca a redução obtida em proporção ao máximo possível. Esse segundo indicador importa porque a telha preta parte de uma temperatura inicial mais alta que a branca, de modo que a comparação apenas pela variação absoluta distorceria a eficácia relativa da aspersão em cada cor. A bancada experimental, ao operar em ambiente controlado, permitirá isolar a cor como variável comparativa, mantendo constantes a irradiância, a inclinação e as condições de microaspersão entre os ensaios. A é adotada como indicador comparativo entre as configurações, não como medida absoluta de conforto em ambiente habitado, reconhecendo as limitações de escala da bancada.